Manual de Cultura Pop; o que é isso? Bem, o nome é meio que auto-explicativo, este blog tem como função [além de servir como terapia para quem o escreve] falar exatamente disso, de cultura pop. Sabe aquelas coisas que gostamos de ver, gostamos de ler, e nem sempre nos sentimos a vontade para comentar numa reunião de negócios. Graphic Novel, Lost, The Walking Dead, Os Trapalhões, Duro na Queda, A Super Máquina, Águia de Fogo, Trovão Azul, Star Trek. Então, falamos aqui disso.
Ok; nos últimos 10 anos [um pouco mais, ou um pouco menos] meio que virou moda ser nerd e hoje podemos falar de gostos mais profanos em reuniões de negócios; tenho um cliente que em prévias de reuniões sobre seu processo, naqueles 10 minutos enquanto a secretária procura a pasta, ficamos debatendo coisas mais importantes como: Aliens, O dia da besta, o Clube da Luta, Lost [e sua confusa última temporada] e por aí vai. Mas também não conta muito, esse cliente é publicitário [como trabalho] e autor de HQ´s [como carreira].
Mas para ser honesto, já me peguei conversando sobre esses temas importantíssimos com pessoas do meio negocial propriamente dito, engravatados por natureza. Todavia, colegas, nem sempre foi assim. Na minha adolescência minha mãe fica reclamando comigo por ficar lendo "revistinhas em quadrinhos", com um ar, misto de compaixão com indignação e eu parecia um ET no bairro, quando nos anos de 88/89 ficávamos [eu e alguns amigos] esperando de madrugada, na Banca de Jornal da esquina da Joaquim Eugênio de Lima com Alameda Santos, o caminhão da Abril entregar a Graphic Novel do mês [aliás, por que a Abril encerrou essa coleção, é motivo que até hoje desconheço].
É claro, nem só de cultura pop pode viver o ser humano, os clássicos sempre foram e sempre serão importantes. Machado de Assis, Platão, Aristóteles, Shakespeare, Kafka [pra mim, insuperavelmente o melhor escritor de todos os tempos, se bem que tenho a impressão de que todos os seus livros são apenas um só], Borges, Saramago, Huxley, Sartre, Orson Welles, Charles Chaplin [apesar de que Chaplin consegue, com os Beatles, ser clássico e pop simultaneamente]. Mais que importantes, são essenciais para compreender o mundo em que vivemos.
Mas também temos que reconhecer as existência de novos clássicos. Sem discutir a qualidade do resto da obra de Marcelo Rubens Paiva, alguém duvida que Feliz Ano Velho não seja um livro ao mesmo tempo clássico e pop. Marcelo Rubens Paiva foi para mim, quando li aquele livro, tinha 12 ou 13 anos, se não me engano, meu quinto irmão; me deu conselhos sobre sexo, amor, drogas, trabalho, tenacidade, dentre outros.
Da mesma forma que ninguém duvida que Stan Lee e Frank Miller não sejam clássicos; é óbvio que os são. Quem leu o Cavaleiro das Trevas sabe do que estou falando.
[Só para deixar claro. Não existe lugar algum do multiverso que habitamos - ler mais sobre Teoria M, ou Teoria das Supercordas - onde eu considere Paulo Coelho um clássico; num sentido da palavra que nem de longe é o sentido que procuro empregar nesse site com certeza ele é pop. Alguém poderia irritadamente dizer, e a internet é pródiga em nervosinhos, até mesmo porque é muito fácil ser macho atrás da tela de um computador, o seguinte: Ah, mas ele está na Academia Brasileira de Letras. Grande coisa, o José Sarney está, o Marco Maciel esteve. Dá para ver que a ABL nem de longe traz em seu bojo escritores que mereçam ali estar. Ademais, o blog é meu, considero clássico e pop [no bom sentido da palavra] quem eu bem entender, correto?!]
Feita esta breve introdução, passamos para a primeira postagem desse Blog. A Era Metalzóica (Metalzoic, apenas, no título original em inglês), escrita por Pat Mills e desenhada por Kevin O´Neill (não nos esqueçamos que o espetacular desenho da capa é de Bill Sienkiewicz) foi publicada pela primeira vez pela DC Comics, a mesma de Superman, Batman e outros, em 1986. No Brasil, foi lançada em 1989.
Numa versão futurista da Terra, onde houve um declínio da raça humana, o planeta é habitado por robôs que mais se assemelham a animais selvagens, preocupados instintivamente com sua existência, do que as máquinas inteligentes de "O Exterminador do Futuro" [outro clássico que em breve estará aqui] ou A.I. A estória é boa, bem escrita, tem um excepcional trabalho de artes plásticas. Todas razões somadas que a fazem, com muita justiça, integrar esta página.
Pensando bem, esse blog é interminável, várias das matérias que postarei aqui poderiam ser objeto de um blog exclusivamente dedicado a elas [e existem, blogs de Lost, Walking Dead, dentre outros]. Hacemos lo que podemos.
Abaixo, para quem quiser, algumas imagens de "A Era Metalzóica":









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